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id da página: 1113 Coomaraswamy – Figuras da Linguagem – Mobiliário Shaker Ananda Coomaraswamy Ananda Coomaraswamy »  Coomaraswamy Arte Rama Coomaraswamy

Coomaraswamy Shaker

Mobiliário Shaker

  • A ênfase da Mobília Shaker no significado espiritual da perfeita arte manual e na relação intrínseca entre um modo de vida e um modo de trabalho.
  • A identificação do modo de vida e do modo de trabalho como um caminho único, análogo ao karma yoga da Bhagavad Gita, pelo qual o homem atinge a perfeição pela intensidade da sua devoção à sua própria tarefa.
  • A concepção do trabalho realizado não para si mesmo ou para a sua própria glória, mas apenas para o bem da obra a ser feita, ecoando a máxima de Marco Aurélio de que basta fazer o trabalho bem feito.
  • A natureza do modo de vida Shaker como uma vida de ordem, comparável à de uma comunidade monástica, na qual a ideia de adoração no trabalho era simultaneamente uma doutrina e uma disciplina quotidiana.
  • A expressão do ideal de que as conquistas seculares deveriam estar tão "livres de erro" como a conduta, que o trabalho manual era um tipo de ritual religioso e que a piedade deveria iluminar a vida em todos os pontos.
  • A visão do Mestre Artífice do Universo como o exemplar do artista humano e a injunção para ser "perfeito, assim como o vosso Pai celestial é perfeito".
  • A doutrina do Perfeccionismo como explicação final para a perfeição do trabalho manual Shaker, que, apesar de rejeitarem a palavra "beleza" nas suas aplicações mundanas e luxuosas, possuía as qualidades de integritas sive perfectio, consonantia e claritas que São Tomás de Aquino considera requisitos da beleza.
  • A regra Shaker que proibia molduras, cornijas e outros elementos meramente fantásticos, resultando numa carpintaria consistentemente superior à do mundo dos descrentes.
  • A elevação de artífices provinciais à posição de bons artesãos, motivados por tradições dignas e um orgulho corporativo, como resultado da penetração do espírito em toda a atividade secular.
  • O provérbio corrente na Sociedade Unida: "Toda a força evolui uma forma", refletindo a penetração da religião na oficina e o descarte de valores de design ligados à decoração superficial em favor dos valores inerentes à forma, à relação harmoniosa das partes e à unidade aperfeiçoada da forma.
  • A relação da arte Shaker com a perfeição e severidade da arte primitiva e "selvagem", sendo uma arte de grande refinamento que alcançava um efeito de elegância sutil, mesmo de delicadeza, precisão e diferenciação.
  • O estilo impessoal da mobília e do vestuário Shaker, regido por leis milenárias que proibiam a assinatura do artífice, constituindo uma expressão coletiva e não individualista.
  • O aparecimento da originalidade e da invenção não como uma sequência de modas, mas sempre que havia novos usos a servir, acompanhando a transferência histórica de ocupações da casa para a oficina.
  • A correspondência entre a posição Shaker e a cristã medieval em matéria de arte, incluindo a responsabilidade do artista pelo que se propõe fazer e pela qualidade do seu trabalho, e a visão de que as perfeições de todas as coisas são semelhanças do ser divino.
  • A formulação de uma teoria Shaker da beleza em completo acordo com a "visão normal da arte", reconhecendo Deus como o grande artista, a ordem como a criação da beleza e a utilidade como o seu fundamento.
  • A afirmação notável de que a melhor beleza é a que é peculiar ao período de floração ou geração, e não a que pertence ao fruto e grão maduros.
  • A questão econômica levantada pelo custo modesto do mobiliário Shaker em comparação com os gastos extravagantes da sociedade urbana, questionando o nosso próprio "elevado padrão de vida".
  • O desafio primário colocado pelo estudo da mobília Shaker: a questão de saber se o "místico" não será, afinal, o único homem verdadeiramente "prático".
  • A observação de que, à medida que se faziam compromissos com o princípio, os ofícios se deterioravam inevitavelmente.
  • A crítica à possibilidade de um "revival" do estilo Shaker, argumentando que a sua imitação para a nossa conveniência econômica ou estética o transforma num luxo e numa decoração interior, sendo uma confissão de insignificância e uma prova de deficiência criativa.
  • A afirmação de que, se fôssemos como os Shakers, a nossa arte seria essencialmente semelhante, mas acidentalmente diferente, e que a reforma da arte deve começar com a reforma do homem, pois temos a arte que merecemos.